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Investigador do Instituto Superior Técnico recebe prémio Google Research Scholar

Investigador do Técnico recebe prémio Google Research Scholar

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O Alive 2, uma ferramenta de verificação automática de compiladores que pode evitar falhas de segurança em sistemas informáticos, começou como protótipo académico e valeu agora a Nuno Lopes, investigador do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, o prémio da Google.

Nuno Lopes, investigador na área de engenharia de software e linguagens e programação no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Investigação e Desenvolvimento (INESC-ID), viu a Google reconhecer o seu trabalho com um prémio no valor de 60 mil dólares (cerca de 55 mil euros). A tecnológica norte-americana distingue anualmente os investigadores que mais se destacam no campo de estudos. Na edição deste ano, apenas dois prémios foram atribuídos nesta área, a nível mundial.

Com o dinheiro do prémio, o também docente do Instituto Superior Técnico, pretende recrutar mais estudantes para trabalharem no Alive 2 – a ferramenta para a verificação automática de compiladores (programas de computador que traduzem código em linguagem de programação) que começou como um protótipo de investigação, há mais de dez anos e é, na atualidade, usado por várias tecnológicas como a própria Google , por exemplo.

A verificação de compiladores surge para garantir que não há bugs que possam gerar código binário errado, o que poderia levar ao crash de um programa e falhas de segurança em sistemas. Os compiladores são programas usados em informática para traduzir os programas escritos nas linguagens de programação para código binário, que é o que os processadores conseguem executar, ou seja estabelecem a “ponte entre os programadores e os processadores”, explica Nuno Lopes. Para além disto, otimizam ainda o código gerado (encurtam-no), o que o torna mais rápido. Alguns dos efeitos práticos passam pela possibilidade de que as baterias dos telemóveis tenham maior durabilidade e que as aplicações sejam mais pequenas, podendo assim instalar-se mais num mesmo telefone.

O reconhecimento da ferramenta pela Google – um dos seus utilizadores – “prestigia o Instituto Superior Técnico” e coloca-o como “líder na área dos compiladores”, conclui o investigador.

Em 2022, Nuno Lopes já havia recebido bolsas de investigação da Google e Woven Alpha para desenvolver projetos nesta área. 

São parceiras do Técnico neste trabalho a Seoul National University (Coreia do Sul) e a University of Utah (Estados Unidos da América).

Fonte: Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa

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